Sunday, November 11, 2007

De tanto não ouvir

Karina e Matheus sentados assistindo um filme, apenas uma comédia romântica, ela chora e ele se estraga de tanto rir. Nessa pequena cena que acontece tantas vezes na vida desse casal já podemos saber o que se passa, não é mesmo? Não que o problema esteja em assistir uma comédia romântica e achar graça e romance, afinal é para isso que elas existem, o problema do casal é a sua inexistente sintonia.
No começo os amigos apoiavam, uns diziam que a relação entre pessoas tão diferentes poderia ser benéfica, ambos iriam aprender bastante! Há os que exageravam dizendo que eles poderiam ser perfeitos como casal um complementando o outro! Contudo os que mais irritavam o casal eram aqueles que mantinham o antigo clichê “os opostos se atraem”. No inicio ela até gostava de ter alguém com gostos tão diferentes como os seus. Achava que podia aprender muito nessa relação. Tadinha... Se esqueceu que nem sempre o amor é uma escola onde se aprende alguma coisa, todo o mundo sabe... Na maioria das vezes não recebemos um diploma por amar.

E as coisas só pioravam, ela começou a percebeu que não poderia ser mulher com ele, não que Matheus fosse efeminado na relação, ela só não poderia esperar nele a coisa que a maioria das mulheres espera do homem, a confiança e a segurança. A verdade era que Karina era uma dondoca, porém nunca demonstrava sua fragilidade para Matheus. Isso era resultado do medo que ela sentia em perdê-lo. O medo que fazia com que ela fosse forte. Ele acreditava nessa força dela e só por isso continuava fraco, mas na certa se ela não demonstrasse tamanha força ele não seria fraco.
Puderam perceber como era a tensão? Um pequeno sinal poderia fazer com que o mundo deles caísse. Mas um dia seria inevitável, uma hora eles teriam que sabe de toda a verdade e mal sabiam que estava tão próximo.
Agora voltemos à cena anterior, aquela deles sentados assistindo uma comédia romântica. Ela chora, esconde suas lágrimas rapidamente para não despertar a sua fragilidade e ele rindo sem a menor intenção de esconder as gargalhadas. Eles assistiam ao filme “Como se fosse a primeira vez”. Karina era uma menina esperançosa, no fundo ela desejava que Matheus visse nela uma menina que quer proteção e mesmo assim continuasse com ela. E logo perguntou o que ele achou do filme, ele sem saber da intenção oculta da pergunta, disse que era uma comédia como todas as outras, então deram um longo beijo e se despediram. Para Karina esse era um filme muito lindo, diz justamente o que ela quer... Um amor repetido e feliz para sempre. Pensou nisso durante um tempo e como seria se estivesse com Matheus e tivesse que mentir todo o dia a mesma mentira para ele, isso seria a infelicidade e era justamente isso que estava acontecendo.
Com Matheus aconteceu diferente, ele pensava na pergunta sem sentido que Karina fizera a ele. Sinceramente era difícil para ele tentar interpretar todos os sinais ocultos, era como se falassem duas línguas diferentes e infelizmente para eles não existia um interprete ou um dicionário ao menos.
No final de semana Karina iria para uma excursão da igreja com as moças, seria o primeiro final de semana que passariam separados depois de 2 anos. Mesmo sem querer Matheus não deixava de pensar nas noitadas de solteiro e nos rostos sem nome das micaretas. Ele estava decidido iria terminar para ficar com ele.
Karina apesar das reflexões do dia anterior de inicio terem atormentado o seu sonho conseguiu dormir em paz, pois um pouco antes de dormir lembrou de quando Matheus falou que a queria e de como essas palavras ficaram tão raras esses últimos meses.

- Ahhh seria maravilhoso poder ouvir isso todos os dias – dizia suspirando.

Essa seria a sua felicidade.

Lá estava ela sentada na poltrona e Matheus do lado de fora. Quando ele chegou, ela já estava dentro do ônibus, não puderam dar o ultimo beijo como ele programou. Mas não queria ser cachorro ele não queria trair a menina. Então com o ônibus já em movimento pode gritar:

- Eu não te quero! Eu não te quero!

- Eu também! – Repetia Karina sorridente.

Foi assim que passaram o melhor final de semana de todos os 2 anos. A distância pode fazer com que eles se entendessem ao menos uma vez, cada um da sua maneira.

Thursday, October 11, 2007

Tão preso por ser

Um moleque normal, com toda a sua juventude para gozar, mas de nada faz... Deixa o seu mundo tão dentro de si, que nem o melhor astrólogo consegue encontra-lo. Mas mesmo de longe, esse jovem, se aproxima do nosso mundo. È claro que ele faz isso por interesses próprios, mesmo sem ele entender.
Rápidas visitas em rápidos minutos, é assim que ele observa ela., um sorriso tão misterioso e de lado, quase não dado. Não estou falando de um cometa ou um planeta, claro que é uma menina, só isso poderia trazer o nosso mancebo para fora. Uma linda jovem com seus cabelos chamando a atenção de todos para todo o resto (que não é bem resto) de sua formosura.
Tudo acontece de uma maneira bem rápida, eles não são íntimos, nem mesmo amigos, mas ele conhece todos os detalhes do sorriso de sua amada. É um breve “oi, tudo bem?” e mesmo assim o jovem, nem coragem tem para responder, só balança a cabeça e vai para o seu canto. O único confidente disso tudo é um amigo, obvio que não poderia ser um amigo comum, o único lugar onde ele esboça alguma coragem é na frente do computador, lá fala para seu amigo o “Ultimo Romântico_18”, de toda a sua história (não chega a ser nem um conto, mas a fantasia faz com que isso se pareça uma bela peça). Ele fala de como a sua amada dá um sorriso único para ele, ele sabe que não tem muitas chances, ela a mais popular, mas o sorriso, ele sabe que é único para ele! O Ultimo Romântico_18 diz que ele deve tomar coragem para falar tudo para ela, antes que seja tarde, afinal esse sorriso deve ser mais que um sorriso, deve ser um convite para ele se aproximar! (percebe-se que outras pessoas também sonham como o nosso amigo...).
Ele se decidiu! Deixaria toda a timidez de lado! O dia chegou! Era uma pequena festa que teria no bairro, ela estaria lá na certa! Então nosso jovem decidiu se arrumar como nunca tinha se arrumado antes! Tomou aquele banho de umas 2 horas, que já era até normal para ele demorar assim, pois ele falava que estava se preparando todos os dias para ela observar que ele é o perfeito para ela! E penteou o cabelo como se fosse único!
Finalmente ele chegou na forrozada, era a chance de ouro, ele ensaiou uns passos, daria para agradar a amada. Mas ele se surpreendeu assim que chegou... o povo dançando! Eles estavam muito juntos e balançavam direto! Iria acabar bagunçando todo o seu cabelo. Foi quando ele avistou a menina, ela estava linda, dando o seu belo sorriso, não somente para ele, mas sim para todos. Só aí que ele acordou, era apenas um sorriso e não era um convite, era uma obrigação, talvez um fardo para a menina, pois deveria ser cansativo dar um belo sorriso para todo mundo. Ele até se sentiu mais tranqüilo! Pois só assim não precisaria despentear o seu cabelo, que era único e até parecia um convite...

Wednesday, April 18, 2007

A Construção

Nesses dias que se seguiu de calor intenso aqui na “cidade maravilhosa” meu irmãozinho de 7 anos insistia em ficar de camisa. Minha mãe se indignou e soltou um grito de “tira essa camisa logo menino”, não contente ainda se colocou no lugar do menino :” se eu fosse homem já tava sem camisa há muito tempo”. O garoto inocente perguntou para a sua mãe: “ué, pq a senhora não tira?”. A mãe retruca “pq eu sou mulher e não homem”.

É só tacar alguns tijolos q a casa ta pronta no menino....

Thursday, February 01, 2007

preconceito

Quem não tem isso??

Negro, preto!
Indío, indígina!
Nobre, bom!
Padre, a benção!

Magra, modelo!
Gorda, não quero!
Deficiente, tem cota!
Atriz, bonita!

Pedreiro, paraíba!
Médico, dotô!
Filósofo, maluco!
Mendigo, sujo!

Negro, bonito!
Magra, maluca!
Filósofo, indígina!
Nobre, não quero!


Por isso que eu falo! Odeio quem tem preconceito! Podem me preconceituar!!

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