1. Ahh o menino Paulo, gosto de me virar para ele e observar que no início ele fazia coisas normais, corria bastante nos piques, brincava de carrinho e assistia desenhos. Ahh se fosse somente isso... Porém na grande maioria do tempo ele se prendia a sua atividade principal, aproveitar a tarde e um pouco da noite com os seus bonecos. É importante desde o começo vocês ficarem atentos ao relacionamento de Paulo com os seus Bonecos, porém não sei se ficaria confuso fazer uma breve pausa logo no inicio, mesmo assim correrei esse risco e aproveito para apresentar aqui o meu papel, que é apenas de um autor que coloca algumas palavras em ordem.
2. O primeiro Boneco de Paulo, foi um boneco que todos os garotos recebem como primeiro presente, um soldado, quando viu a surpresa de seu pai nem se surpreendeu tanto, pois toda surpresa que seu pai tentava fazer era pré-anunciada, então o garoto sabia duas semana antes do seu 8° aniversário o presente que receberia, mas olhando mais de perto ele começou a perceber algumas coisas no boneco que chamavam a sua atenção. Primeiro seu pai (mais entusiasmado com o presente do que o presenteado), começou a explicar a ordem que o filho deveria fazer para o bom funcionamento do boneco: gire a corda uma... Duas... Três vezes, apenas! Agora segure a corda para que ele não saia antes, coloque no chão! Preste atenção que não ensino outra vez! Solte no chão e pronto! E então o Boneco começou a rastejar no chão, apoiado com o seu fuzil, desfilando por toda a sala e o garoto que tinha sua atenção voltada para outro canto não parou de tirar os olhos do Boneco. Ele realmente se fascinou com o Boneco, observava atentamente todo o seu corpo, todos os movimentos, todos os sons e ordens de comando que saia do Boneco e depois que o Boneco falava “Vamos em frente!”, ele já pedia para o seu pai preparar o Boneco novamente e novamente e foi assim durante toda a noite naquele dia, parando apenas para cantarem parabéns.
Continua...