O Concurso Anual da Beleza está aberto! O Concurso Anual da Beleza está aberto! O Concurso Anual da Beleza está aberto! - Era assim que o Papagaio acordava toda a Selva.Quando isso aconteceu o Pavão se alegrou todo, pois além de ser um dos animais mais belos, já era tri-campeão no concurso. Mas para este ano ele iria ter uma surpresa...
Ao pegar o formulário obrigatório para requerimento de inscrição ele percebeu algo diferente, era a presença da 4ª pergunta.- Não tem problema! Essas perguntas são tolices, já que o mais belo sou eu!! Vou tirar de bico!
1ª Pergunta: Qual o seu nome?R: Pavão El Formoso.
Era assim que ele se chamava, apesar de não ter origem latina, mas sim por pura vaidade resolveu mudar o seu nome.
2ª Pergunta: Qual o seu livro favorito?R: O Pequeno Príncipe.
Esse foi o único que Pavão leu em sua vida, pois sempre achou a cabeleira do pequeno menino o mais belo, então logo pensou que o livro tratava de dicas de como manter uma bela cabeleira.
3ª Pergunta: Do que a Selva precisa?R: A paz da Selva e a igualdade entre os animais.
Essa pergunta sempre dava ótimos pontos com os jurados.
4ª Pergunta: Qual parte em você é a mais bela?
- HAHAHA! O Leão endoidou! Agora não tem para nenhum animal! Afinal, quem tem as penas mais lindas do que as minhas????
Chegado o dia da final. O Leão anunciaria os finalistas:
- Primeiro como já não era de se esperar o Pavão é um dos finalistas! E o segundo finalista desse ano foi... A Árvore!!
- HAHAHA! - Gargalhava o Pavão sem parar.
- Mas para decidir quem será o vencedor, vamos ler os formulários de cada um. No formulário do Pavão ele respondeu que a sua beleza está nas penas, já a Árvore disse que está nos frutos. Pois bem, vamos ver se os nossos candidatos são belos sem as suas belezas! Tirem as suas belezas!!! - Ordenou o Leão.
O Pavão retrucou, xingou, gritou, mas por fim aceitou, afinal a Árvore não era um oponente tão forte assim e o Pavão queria muito o reconhecimento e a certeza, que ele já tinha, de que era o mais belo!
Surpresa geral! O Pavão estava horrível! Mas a Árvore mesmo sem os seus frutos (deliciosos por sinal), permanecia linda, com suas folhas verdes e tão vivas que encantava a todos.
- É covardia!! Quero ver se ela pelada, igual eu, vai continuar bela!!
A Árvore sempre serena e fixa não se moveu, nem pra cá e nem pra lá! E depois de arrancarem suas folhas, outra coisa chamava a atenção. Como depois de tantas coisas ela permanecia sem reclamar? Realmente ela era diferente, a sua altura e sua serenidade era de espantar...
- QUero ver se ela fosse da minha altura, se iria continuar assim! Cortem ela! - Disse o malandro Pavão.
COmo ela não reclamou, cortaram a Árvore em tocos do tamanho do Pavão. E mesmo assim ela continuou linda e útil.
O Leão anunciou que pela primeira vez na história a vitória foi por unanimidade e tiveram um empate!!! Pois da Árvore sobraram brotos que nasceram outras árvores e a Selva ainda teve ótimos assentos com os seus tocos.
Sunday, July 27, 2008
Friday, July 18, 2008
A ponte sobre o rio
A ponte sobre um rio, a água vai passando e ninguém pode parar esse fluxo. Por mais que estejamos à cima e por cima da água, não podemos pará-la.
14:35 Dona Estela sai de casa, gira a chave uma vez somente, faz um rápido gesto em direção à Kombi que já vai sair. Sempre a Kombi sai com 3 passageiros e como sempre os 3 passageiros sentam nos mesmo lugares. Mas hoje por um acaso a Kombi só tem dois passageiros.
14:30 A meninada sai da escola e o menino com mochila do Mickey se atrasa.
14:25 O homem da pipoca começa a colocar os milhos.
Hoje finalmente a mãe do Claudinho conseguiu uma folga no trabalho, isso porque ela teria que levar o seu filho para realizar os periódicos, mas para ela ficar longe do trabalho, mesmo que fosse para perder o dia em uma fila no hospital, já seria uma ótima folga. Pois somente ela sabia como era bom não ter que depender da Kombi para ir para o trabalho, era duro para ela encontrar as vizinhas de sempre indo buscar o seu filho na escola, enquanto para ela o trabalho estaria apenas começando.
Na verdade o menino se atrasou porque sentiu cheiro de pipoca e foi procurar o seu amigo em outra sala, isso porque ele sabia que certamente teria o dinheiro para a pipoca com o amigo que estava devendo uma pequena fortuna. O menino estava empenhado em achar o amigo, tanto que perguntou para todos, até para quem ele não conhecia, sobre o amigo devedor, mas o que ele não sabia, mas que eu já sabia, era que o amigo não iria hoje na escola, sua mãe o levou para fazer exames. Infeliz criança perdeu a vanzinha que o levaria para a casa! Senão fosse a sorte que ele teve ficaria perdido na cidade. Sim, sorte de ter encontrado um lugar na Kombi que sempre volta cheia, sorte que teve da tia com roupa de operário não ter ido hoje!
E o pipoqueiro seria apenas um figurante, senão fosse o azar que ele teve. Sim, azar de ter faltado 1 real para pagar a conta de luz! Justamente o preço de um saco de pipoca.
E naquela cidade por acaso, ou não, em cima da ponte é que fica o melhor lugar para observar a vida de todos.
Bem, eles acham que tudo isso é acaso, sorte e azar, mas para mim que observa tudo de cima, isso não passa de parte do cotidiano. Por isso gosto de observar e anotar tudo o que acontece, não que eu não acredite no acaso, muito pelo contrário, me considero um caçador de acaso. Mas não posso cair nessas armadilhas que todos costumam cair, tenho que fugir disso! Sim, tenho que fugir do costume.
E no dia em que eu mais me distraio é que o acaso aparece. Ela atravessou a ponte tão de pressa que nem pude pensar ou observar algo. Assim, ela foi tão rápido quanto chegou. No dia seguinte revisei todas as minhas anotações em busca de algo sobre ela, mas encontrei nada, era simplesmente nova na cidade e ele não sabia como encontrá-la novamente! Então resolvi deixar para lá, afinal o bom caçador não é aquele que prende e aproveita da caça, mas sim aquele que admira e deixa livre a caça, pelo menos era nisso que gostaria de acreditar.
Foi então que novamente ela passou com a sua bicicleta, dessa vez não tão veloz e parou na frente dele. Nervoso, sem ter o que falar, foi ela que tomou a iniciativa, era como se ela estivesse preparada para aquela situação. Então ela perguntou sobre a cidade e se ele poderia apresentar alguns lugares legais para ela. Ele já sabia os lugares que iria apresentar, pois sonhava com aquele momento. Então ficaram o dia todo juntos, até que na praça deram as mãos e ele revelou que sempre sonhava com um momento como aquele, foi então que ela afirmou que não só sonhava com um momento como aquele, mas que planejou tudo. A verdade era que ela se mudou fazia umas 3 semanas, mas como não tinha amigos só ficava em casa e a primeira pessoa que chamou a sua atenção foi o menino que tudo observava. Ela explicou que ele não poderia ter visto a mudança, pelo simples fato da casa dela ficar à beira do rio. Depois de ouvir tudo isso e descobrir que ele foi apenas um jogo do cotidiano o garoto se desesperou, saiu correndo em direção à única testemunha disso tudo, a ponte. Subiu ao ponto mais alto da ponte, talvez tenha sido isso! Ele não subiu o suficiente para observar tudo! Nesse momento, ele viu a casa da menina na beira do rio, e viu o rio, como ele partia. O garoto observou também que o rio vai sem pensar no cotidiano. Então simplesmente ele lançou sua vida no rio.
14:35 Dona Estela sai de casa, gira a chave uma vez somente, faz um rápido gesto em direção à Kombi que já vai sair. Sempre a Kombi sai com 3 passageiros e como sempre os 3 passageiros sentam nos mesmo lugares. Mas hoje por um acaso a Kombi só tem dois passageiros.
14:30 A meninada sai da escola e o menino com mochila do Mickey se atrasa.
14:25 O homem da pipoca começa a colocar os milhos.
Hoje finalmente a mãe do Claudinho conseguiu uma folga no trabalho, isso porque ela teria que levar o seu filho para realizar os periódicos, mas para ela ficar longe do trabalho, mesmo que fosse para perder o dia em uma fila no hospital, já seria uma ótima folga. Pois somente ela sabia como era bom não ter que depender da Kombi para ir para o trabalho, era duro para ela encontrar as vizinhas de sempre indo buscar o seu filho na escola, enquanto para ela o trabalho estaria apenas começando.
Na verdade o menino se atrasou porque sentiu cheiro de pipoca e foi procurar o seu amigo em outra sala, isso porque ele sabia que certamente teria o dinheiro para a pipoca com o amigo que estava devendo uma pequena fortuna. O menino estava empenhado em achar o amigo, tanto que perguntou para todos, até para quem ele não conhecia, sobre o amigo devedor, mas o que ele não sabia, mas que eu já sabia, era que o amigo não iria hoje na escola, sua mãe o levou para fazer exames. Infeliz criança perdeu a vanzinha que o levaria para a casa! Senão fosse a sorte que ele teve ficaria perdido na cidade. Sim, sorte de ter encontrado um lugar na Kombi que sempre volta cheia, sorte que teve da tia com roupa de operário não ter ido hoje!
E o pipoqueiro seria apenas um figurante, senão fosse o azar que ele teve. Sim, azar de ter faltado 1 real para pagar a conta de luz! Justamente o preço de um saco de pipoca.
E naquela cidade por acaso, ou não, em cima da ponte é que fica o melhor lugar para observar a vida de todos.
Bem, eles acham que tudo isso é acaso, sorte e azar, mas para mim que observa tudo de cima, isso não passa de parte do cotidiano. Por isso gosto de observar e anotar tudo o que acontece, não que eu não acredite no acaso, muito pelo contrário, me considero um caçador de acaso. Mas não posso cair nessas armadilhas que todos costumam cair, tenho que fugir disso! Sim, tenho que fugir do costume.
E no dia em que eu mais me distraio é que o acaso aparece. Ela atravessou a ponte tão de pressa que nem pude pensar ou observar algo. Assim, ela foi tão rápido quanto chegou. No dia seguinte revisei todas as minhas anotações em busca de algo sobre ela, mas encontrei nada, era simplesmente nova na cidade e ele não sabia como encontrá-la novamente! Então resolvi deixar para lá, afinal o bom caçador não é aquele que prende e aproveita da caça, mas sim aquele que admira e deixa livre a caça, pelo menos era nisso que gostaria de acreditar.
Foi então que novamente ela passou com a sua bicicleta, dessa vez não tão veloz e parou na frente dele. Nervoso, sem ter o que falar, foi ela que tomou a iniciativa, era como se ela estivesse preparada para aquela situação. Então ela perguntou sobre a cidade e se ele poderia apresentar alguns lugares legais para ela. Ele já sabia os lugares que iria apresentar, pois sonhava com aquele momento. Então ficaram o dia todo juntos, até que na praça deram as mãos e ele revelou que sempre sonhava com um momento como aquele, foi então que ela afirmou que não só sonhava com um momento como aquele, mas que planejou tudo. A verdade era que ela se mudou fazia umas 3 semanas, mas como não tinha amigos só ficava em casa e a primeira pessoa que chamou a sua atenção foi o menino que tudo observava. Ela explicou que ele não poderia ter visto a mudança, pelo simples fato da casa dela ficar à beira do rio. Depois de ouvir tudo isso e descobrir que ele foi apenas um jogo do cotidiano o garoto se desesperou, saiu correndo em direção à única testemunha disso tudo, a ponte. Subiu ao ponto mais alto da ponte, talvez tenha sido isso! Ele não subiu o suficiente para observar tudo! Nesse momento, ele viu a casa da menina na beira do rio, e viu o rio, como ele partia. O garoto observou também que o rio vai sem pensar no cotidiano. Então simplesmente ele lançou sua vida no rio.
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