Bem, como alguns sabem poesia nunca foi o meu forte são poucas as poesias que me passam algo bom, não sei é meio estranho. Enfim, mas as poucas que me agradam são fabulosas essa que estou postando hoje como era de se esperar não é minha, mas é de uma pessoa muito importante pra mim, Ana Blue! Espero que ela não fique chateada comigo por estar postando aqui, mas é uma pequena homenagem, para uma pessoa que me dá altos incentivos em muitos sentidos e a poesia dela me fala muito, e quem for ler poderá sentir um pouco da enorme alma dessa menina...
A flor, à segunda vista
Se medo tivesse eu de cair no perigo
No jazigo seguro das entranhas de meu pai estaria agora
Contemplando tão ao longe a eterna estupidez humana
Com os olhos fixos de quem nada vê, nada sente, nada diz.
Se medo fizesse parte do que me transformei hoje
Estaria à essa hora pedindo clemência a um desconhecido desconhecedor de almas
Alguém com coração preso ao que os homens chamam de "pecado"
Mas se eu lhe perguntasse o que é o erro, certamente nada diria.
Abaixo do céu nada mais é novo
Nada do submundo humano é estranho
Angustia-te? Surpreende-te?
Então não sabes que a vida é agora e aproxima-se a cinza fria das horas?
Não sabes que o tempo rouba das carnes o pudor e a vergonha dos atos belos?
Se eu tivesse medo, estaria agora tão quieta
Sem voz, nem vez, nem pranto, nem nada
Tempo? Tempo não existe, a vida é eterna.
Mas os dias, curtos demais
E moldados na incerteza dos maus passos na estrada longa.
Angustia-te os erros, os fatos abertos às claras?
Saiba que é tudo questão de escolha, que quem escolhe viver, está errando.
E eu escolhi esse caminho, do erro vivido com a cabeça erguida de quem aprendeu
E não como quem lamenta as amargas lágrimas deixadas mundo afora.
Porque tudo que há dentro do coração humano
É belo e confuso
E tudo que há n'alma da gente é tão insano e tão bom
Nossa passagem pelo mundo é voraz
E estupidamente simples.
Como olhar a beleza de uma flor, sem medo, pela segunda vez.
Ana Blue
Se vocês querem mais da Ana, o blog dela é http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=30018
Saturday, August 02, 2008
Sunday, July 27, 2008
Formosa
O Concurso Anual da Beleza está aberto! O Concurso Anual da Beleza está aberto! O Concurso Anual da Beleza está aberto! - Era assim que o Papagaio acordava toda a Selva.Quando isso aconteceu o Pavão se alegrou todo, pois além de ser um dos animais mais belos, já era tri-campeão no concurso. Mas para este ano ele iria ter uma surpresa...
Ao pegar o formulário obrigatório para requerimento de inscrição ele percebeu algo diferente, era a presença da 4ª pergunta.- Não tem problema! Essas perguntas são tolices, já que o mais belo sou eu!! Vou tirar de bico!
1ª Pergunta: Qual o seu nome?R: Pavão El Formoso.
Era assim que ele se chamava, apesar de não ter origem latina, mas sim por pura vaidade resolveu mudar o seu nome.
2ª Pergunta: Qual o seu livro favorito?R: O Pequeno Príncipe.
Esse foi o único que Pavão leu em sua vida, pois sempre achou a cabeleira do pequeno menino o mais belo, então logo pensou que o livro tratava de dicas de como manter uma bela cabeleira.
3ª Pergunta: Do que a Selva precisa?R: A paz da Selva e a igualdade entre os animais.
Essa pergunta sempre dava ótimos pontos com os jurados.
4ª Pergunta: Qual parte em você é a mais bela?
- HAHAHA! O Leão endoidou! Agora não tem para nenhum animal! Afinal, quem tem as penas mais lindas do que as minhas????
Chegado o dia da final. O Leão anunciaria os finalistas:
- Primeiro como já não era de se esperar o Pavão é um dos finalistas! E o segundo finalista desse ano foi... A Árvore!!
- HAHAHA! - Gargalhava o Pavão sem parar.
- Mas para decidir quem será o vencedor, vamos ler os formulários de cada um. No formulário do Pavão ele respondeu que a sua beleza está nas penas, já a Árvore disse que está nos frutos. Pois bem, vamos ver se os nossos candidatos são belos sem as suas belezas! Tirem as suas belezas!!! - Ordenou o Leão.
O Pavão retrucou, xingou, gritou, mas por fim aceitou, afinal a Árvore não era um oponente tão forte assim e o Pavão queria muito o reconhecimento e a certeza, que ele já tinha, de que era o mais belo!
Surpresa geral! O Pavão estava horrível! Mas a Árvore mesmo sem os seus frutos (deliciosos por sinal), permanecia linda, com suas folhas verdes e tão vivas que encantava a todos.
- É covardia!! Quero ver se ela pelada, igual eu, vai continuar bela!!
A Árvore sempre serena e fixa não se moveu, nem pra cá e nem pra lá! E depois de arrancarem suas folhas, outra coisa chamava a atenção. Como depois de tantas coisas ela permanecia sem reclamar? Realmente ela era diferente, a sua altura e sua serenidade era de espantar...
- QUero ver se ela fosse da minha altura, se iria continuar assim! Cortem ela! - Disse o malandro Pavão.
COmo ela não reclamou, cortaram a Árvore em tocos do tamanho do Pavão. E mesmo assim ela continuou linda e útil.
O Leão anunciou que pela primeira vez na história a vitória foi por unanimidade e tiveram um empate!!! Pois da Árvore sobraram brotos que nasceram outras árvores e a Selva ainda teve ótimos assentos com os seus tocos.
Ao pegar o formulário obrigatório para requerimento de inscrição ele percebeu algo diferente, era a presença da 4ª pergunta.- Não tem problema! Essas perguntas são tolices, já que o mais belo sou eu!! Vou tirar de bico!
1ª Pergunta: Qual o seu nome?R: Pavão El Formoso.
Era assim que ele se chamava, apesar de não ter origem latina, mas sim por pura vaidade resolveu mudar o seu nome.
2ª Pergunta: Qual o seu livro favorito?R: O Pequeno Príncipe.
Esse foi o único que Pavão leu em sua vida, pois sempre achou a cabeleira do pequeno menino o mais belo, então logo pensou que o livro tratava de dicas de como manter uma bela cabeleira.
3ª Pergunta: Do que a Selva precisa?R: A paz da Selva e a igualdade entre os animais.
Essa pergunta sempre dava ótimos pontos com os jurados.
4ª Pergunta: Qual parte em você é a mais bela?
- HAHAHA! O Leão endoidou! Agora não tem para nenhum animal! Afinal, quem tem as penas mais lindas do que as minhas????
Chegado o dia da final. O Leão anunciaria os finalistas:
- Primeiro como já não era de se esperar o Pavão é um dos finalistas! E o segundo finalista desse ano foi... A Árvore!!
- HAHAHA! - Gargalhava o Pavão sem parar.
- Mas para decidir quem será o vencedor, vamos ler os formulários de cada um. No formulário do Pavão ele respondeu que a sua beleza está nas penas, já a Árvore disse que está nos frutos. Pois bem, vamos ver se os nossos candidatos são belos sem as suas belezas! Tirem as suas belezas!!! - Ordenou o Leão.
O Pavão retrucou, xingou, gritou, mas por fim aceitou, afinal a Árvore não era um oponente tão forte assim e o Pavão queria muito o reconhecimento e a certeza, que ele já tinha, de que era o mais belo!
Surpresa geral! O Pavão estava horrível! Mas a Árvore mesmo sem os seus frutos (deliciosos por sinal), permanecia linda, com suas folhas verdes e tão vivas que encantava a todos.
- É covardia!! Quero ver se ela pelada, igual eu, vai continuar bela!!
A Árvore sempre serena e fixa não se moveu, nem pra cá e nem pra lá! E depois de arrancarem suas folhas, outra coisa chamava a atenção. Como depois de tantas coisas ela permanecia sem reclamar? Realmente ela era diferente, a sua altura e sua serenidade era de espantar...
- QUero ver se ela fosse da minha altura, se iria continuar assim! Cortem ela! - Disse o malandro Pavão.
COmo ela não reclamou, cortaram a Árvore em tocos do tamanho do Pavão. E mesmo assim ela continuou linda e útil.
O Leão anunciou que pela primeira vez na história a vitória foi por unanimidade e tiveram um empate!!! Pois da Árvore sobraram brotos que nasceram outras árvores e a Selva ainda teve ótimos assentos com os seus tocos.
Friday, July 18, 2008
A ponte sobre o rio
A ponte sobre um rio, a água vai passando e ninguém pode parar esse fluxo. Por mais que estejamos à cima e por cima da água, não podemos pará-la.
14:35 Dona Estela sai de casa, gira a chave uma vez somente, faz um rápido gesto em direção à Kombi que já vai sair. Sempre a Kombi sai com 3 passageiros e como sempre os 3 passageiros sentam nos mesmo lugares. Mas hoje por um acaso a Kombi só tem dois passageiros.
14:30 A meninada sai da escola e o menino com mochila do Mickey se atrasa.
14:25 O homem da pipoca começa a colocar os milhos.
Hoje finalmente a mãe do Claudinho conseguiu uma folga no trabalho, isso porque ela teria que levar o seu filho para realizar os periódicos, mas para ela ficar longe do trabalho, mesmo que fosse para perder o dia em uma fila no hospital, já seria uma ótima folga. Pois somente ela sabia como era bom não ter que depender da Kombi para ir para o trabalho, era duro para ela encontrar as vizinhas de sempre indo buscar o seu filho na escola, enquanto para ela o trabalho estaria apenas começando.
Na verdade o menino se atrasou porque sentiu cheiro de pipoca e foi procurar o seu amigo em outra sala, isso porque ele sabia que certamente teria o dinheiro para a pipoca com o amigo que estava devendo uma pequena fortuna. O menino estava empenhado em achar o amigo, tanto que perguntou para todos, até para quem ele não conhecia, sobre o amigo devedor, mas o que ele não sabia, mas que eu já sabia, era que o amigo não iria hoje na escola, sua mãe o levou para fazer exames. Infeliz criança perdeu a vanzinha que o levaria para a casa! Senão fosse a sorte que ele teve ficaria perdido na cidade. Sim, sorte de ter encontrado um lugar na Kombi que sempre volta cheia, sorte que teve da tia com roupa de operário não ter ido hoje!
E o pipoqueiro seria apenas um figurante, senão fosse o azar que ele teve. Sim, azar de ter faltado 1 real para pagar a conta de luz! Justamente o preço de um saco de pipoca.
E naquela cidade por acaso, ou não, em cima da ponte é que fica o melhor lugar para observar a vida de todos.
Bem, eles acham que tudo isso é acaso, sorte e azar, mas para mim que observa tudo de cima, isso não passa de parte do cotidiano. Por isso gosto de observar e anotar tudo o que acontece, não que eu não acredite no acaso, muito pelo contrário, me considero um caçador de acaso. Mas não posso cair nessas armadilhas que todos costumam cair, tenho que fugir disso! Sim, tenho que fugir do costume.
E no dia em que eu mais me distraio é que o acaso aparece. Ela atravessou a ponte tão de pressa que nem pude pensar ou observar algo. Assim, ela foi tão rápido quanto chegou. No dia seguinte revisei todas as minhas anotações em busca de algo sobre ela, mas encontrei nada, era simplesmente nova na cidade e ele não sabia como encontrá-la novamente! Então resolvi deixar para lá, afinal o bom caçador não é aquele que prende e aproveita da caça, mas sim aquele que admira e deixa livre a caça, pelo menos era nisso que gostaria de acreditar.
Foi então que novamente ela passou com a sua bicicleta, dessa vez não tão veloz e parou na frente dele. Nervoso, sem ter o que falar, foi ela que tomou a iniciativa, era como se ela estivesse preparada para aquela situação. Então ela perguntou sobre a cidade e se ele poderia apresentar alguns lugares legais para ela. Ele já sabia os lugares que iria apresentar, pois sonhava com aquele momento. Então ficaram o dia todo juntos, até que na praça deram as mãos e ele revelou que sempre sonhava com um momento como aquele, foi então que ela afirmou que não só sonhava com um momento como aquele, mas que planejou tudo. A verdade era que ela se mudou fazia umas 3 semanas, mas como não tinha amigos só ficava em casa e a primeira pessoa que chamou a sua atenção foi o menino que tudo observava. Ela explicou que ele não poderia ter visto a mudança, pelo simples fato da casa dela ficar à beira do rio. Depois de ouvir tudo isso e descobrir que ele foi apenas um jogo do cotidiano o garoto se desesperou, saiu correndo em direção à única testemunha disso tudo, a ponte. Subiu ao ponto mais alto da ponte, talvez tenha sido isso! Ele não subiu o suficiente para observar tudo! Nesse momento, ele viu a casa da menina na beira do rio, e viu o rio, como ele partia. O garoto observou também que o rio vai sem pensar no cotidiano. Então simplesmente ele lançou sua vida no rio.
14:35 Dona Estela sai de casa, gira a chave uma vez somente, faz um rápido gesto em direção à Kombi que já vai sair. Sempre a Kombi sai com 3 passageiros e como sempre os 3 passageiros sentam nos mesmo lugares. Mas hoje por um acaso a Kombi só tem dois passageiros.
14:30 A meninada sai da escola e o menino com mochila do Mickey se atrasa.
14:25 O homem da pipoca começa a colocar os milhos.
Hoje finalmente a mãe do Claudinho conseguiu uma folga no trabalho, isso porque ela teria que levar o seu filho para realizar os periódicos, mas para ela ficar longe do trabalho, mesmo que fosse para perder o dia em uma fila no hospital, já seria uma ótima folga. Pois somente ela sabia como era bom não ter que depender da Kombi para ir para o trabalho, era duro para ela encontrar as vizinhas de sempre indo buscar o seu filho na escola, enquanto para ela o trabalho estaria apenas começando.
Na verdade o menino se atrasou porque sentiu cheiro de pipoca e foi procurar o seu amigo em outra sala, isso porque ele sabia que certamente teria o dinheiro para a pipoca com o amigo que estava devendo uma pequena fortuna. O menino estava empenhado em achar o amigo, tanto que perguntou para todos, até para quem ele não conhecia, sobre o amigo devedor, mas o que ele não sabia, mas que eu já sabia, era que o amigo não iria hoje na escola, sua mãe o levou para fazer exames. Infeliz criança perdeu a vanzinha que o levaria para a casa! Senão fosse a sorte que ele teve ficaria perdido na cidade. Sim, sorte de ter encontrado um lugar na Kombi que sempre volta cheia, sorte que teve da tia com roupa de operário não ter ido hoje!
E o pipoqueiro seria apenas um figurante, senão fosse o azar que ele teve. Sim, azar de ter faltado 1 real para pagar a conta de luz! Justamente o preço de um saco de pipoca.
E naquela cidade por acaso, ou não, em cima da ponte é que fica o melhor lugar para observar a vida de todos.
Bem, eles acham que tudo isso é acaso, sorte e azar, mas para mim que observa tudo de cima, isso não passa de parte do cotidiano. Por isso gosto de observar e anotar tudo o que acontece, não que eu não acredite no acaso, muito pelo contrário, me considero um caçador de acaso. Mas não posso cair nessas armadilhas que todos costumam cair, tenho que fugir disso! Sim, tenho que fugir do costume.
E no dia em que eu mais me distraio é que o acaso aparece. Ela atravessou a ponte tão de pressa que nem pude pensar ou observar algo. Assim, ela foi tão rápido quanto chegou. No dia seguinte revisei todas as minhas anotações em busca de algo sobre ela, mas encontrei nada, era simplesmente nova na cidade e ele não sabia como encontrá-la novamente! Então resolvi deixar para lá, afinal o bom caçador não é aquele que prende e aproveita da caça, mas sim aquele que admira e deixa livre a caça, pelo menos era nisso que gostaria de acreditar.
Foi então que novamente ela passou com a sua bicicleta, dessa vez não tão veloz e parou na frente dele. Nervoso, sem ter o que falar, foi ela que tomou a iniciativa, era como se ela estivesse preparada para aquela situação. Então ela perguntou sobre a cidade e se ele poderia apresentar alguns lugares legais para ela. Ele já sabia os lugares que iria apresentar, pois sonhava com aquele momento. Então ficaram o dia todo juntos, até que na praça deram as mãos e ele revelou que sempre sonhava com um momento como aquele, foi então que ela afirmou que não só sonhava com um momento como aquele, mas que planejou tudo. A verdade era que ela se mudou fazia umas 3 semanas, mas como não tinha amigos só ficava em casa e a primeira pessoa que chamou a sua atenção foi o menino que tudo observava. Ela explicou que ele não poderia ter visto a mudança, pelo simples fato da casa dela ficar à beira do rio. Depois de ouvir tudo isso e descobrir que ele foi apenas um jogo do cotidiano o garoto se desesperou, saiu correndo em direção à única testemunha disso tudo, a ponte. Subiu ao ponto mais alto da ponte, talvez tenha sido isso! Ele não subiu o suficiente para observar tudo! Nesse momento, ele viu a casa da menina na beira do rio, e viu o rio, como ele partia. O garoto observou também que o rio vai sem pensar no cotidiano. Então simplesmente ele lançou sua vida no rio.
Sunday, June 29, 2008
Eu sou uma perna!
É legal ver como muitas pessoas têm uma estranha mania de externalizar algumas coisas. Sabe... Elas fazem questão de expor o seu estado de espírito ou até mesmo uma característica, fico imaginando se eu fosse sempre assim... O dia que eu ficar triste colocaria para fora uma tristeza de maneira que todos pudessem perceber, uma camisa preta ou maquiagem nos olhos ou como estamos na era do virtual que tal colocar uma frase bem triste no MSN ou uma música triste para que todos possam perguntar :”ei, pq vc está escutando essa música?”. Sabe qual seria o mal disso tudo? As pessoas começariam a se acostumar com as externalizações e pensariam que qualquer mudança de roupa ou de música seria uma mudança em você! E daí as características que deveriam ser um estado passageiro começariam a se transformar em uma pessoa! Acho que não ficou muito claro, então vou contar para você o que aconteceu com uma bunda, sim uma bunda, ela tinha personalidade e quem a possuía passou a ser personagem secundário, talvez uma parte da bunda e a parte da bunda era Cristina.
Cristina, uma menina que sofria de lordose e por isso tinha uma envergadura tão incomum às meninas da sua idade e no auge dos seus 12 anos já chamava atenção aos olhares maldosos! É claro que as meninas de 12 anos do meu tempo eram bem diferentes das de hoje em dia, e Cristina não é do meu tempo e sim dos atuais e como tal não se importa tanto com bonecas, prefere ir para as matinês e receber cantadas e ter casos amorosos. E ela tem uma grande vantagem , com todo o perdão do trocadilho, sua bunda. E nas matinês ela faz sucesso, dançando pra cá e pra lá, logo a rapaziada percebe e mais logo ainda vem os pensamentos e aí começa o processo de personificação, uma vez que já ficou evidente a característica que Cristina queria externalizar. Nesse momento ela começou a se transformar em uma bunda que carrega uma menina e foi assim com todos os seus namorados ou ficantes , nenhum segurava na mão dela, nenhum perdia tempo conversando com ela. Para eles fazer isso seria realmente uma perda de tempo, é possível ganhar tempo com algo que não existia? Para eles Cristina não existia e isso começou a incomodar a moça, pois passada a fase das matinês , da agitação e da competição por rapazes ela só queria um colo e devo falar, nenhum colo era forte o suficiente para segurar a bunda da Cristina.
Cristina, uma menina que sofria de lordose e por isso tinha uma envergadura tão incomum às meninas da sua idade e no auge dos seus 12 anos já chamava atenção aos olhares maldosos! É claro que as meninas de 12 anos do meu tempo eram bem diferentes das de hoje em dia, e Cristina não é do meu tempo e sim dos atuais e como tal não se importa tanto com bonecas, prefere ir para as matinês e receber cantadas e ter casos amorosos. E ela tem uma grande vantagem , com todo o perdão do trocadilho, sua bunda. E nas matinês ela faz sucesso, dançando pra cá e pra lá, logo a rapaziada percebe e mais logo ainda vem os pensamentos e aí começa o processo de personificação, uma vez que já ficou evidente a característica que Cristina queria externalizar. Nesse momento ela começou a se transformar em uma bunda que carrega uma menina e foi assim com todos os seus namorados ou ficantes , nenhum segurava na mão dela, nenhum perdia tempo conversando com ela. Para eles fazer isso seria realmente uma perda de tempo, é possível ganhar tempo com algo que não existia? Para eles Cristina não existia e isso começou a incomodar a moça, pois passada a fase das matinês , da agitação e da competição por rapazes ela só queria um colo e devo falar, nenhum colo era forte o suficiente para segurar a bunda da Cristina.
Thursday, March 13, 2008
Final
Agora antes que seja tarde vamos voltar para a manhã onde os dois amigos se encontraram. O colega de Paulo estava do lado de fora, chamava o nome do amigo, andava em frente ao portão, tentava dar uma espiada em cima do muro, batia palma e então tornava a chamar o nome do amigo. Até que a mãe de Paulo atendeu o menino e mandou-o entrar, explicou que ele ainda dormia, mas que ele poderia acordá-lo perfeitamente. Ele hesitou, não queria incomodar, mas também não saia do lugar. A mãe encantada com a educação do garoto insistiu que fosse ao quarto da primeira porta a direita e lá foi ele.
Paulo... Paulo... Pauloo, Pauloo, Pauloou! Ele nunca ficou tão contente em ver um rosto praticamente desconhecido pela manhã! Então deu um salto da cama, já havia ficado lá mais tempo do que esperava, chamou o amigo para entrar e em meio a bagunça do seu quarto nem quis saber o que levou o amigo, até então desconhecido, e já foi pegando o saco de brinquedos e espalhando pelo quarto, bagunça em cima da bagunça, mas no meio do barulho o pai que até então se encontrava quieto, deu somente uma advertência: Paulo faça primeiro o que tem que fazer tome seu banho escove os dentes e vá tomar o café depois sim vá brincar! Dito e feito...
E lá estavam eles brincando no quarto, o amigo tentando se divertir com alguns carrinhos e robôs observava Paulo com o seu soldado intocável, intocável sim, pois foi a única regra que Paulo obrigou ao amigo: poderia brincar com todos os brinquedos menos com o soldado, mas sabem como são crianças, sempre acham o brinquedo proibido ou o do amigo melhor do que aqueles que elas tem. Então o amigo ficou observando Paulo que finalmente brincava com o seu boneco em um canto mexendo a boca: “gire a corda uma... Duas... Três vezes, apenas! Agora segure a corda para que ele não saia antes, coloque no chão! Preste atenção! Solte no chão e pronto!”, depois de fazer suas supostas preces ele soltava o soldado e ficava admirando o seu movimento. Encanto isso o amigo parecia afoito, não entendia o que levava um garoto a rezar antes de brincar, então foi chegando de mancinho atrás de Paulo para ouvir melhor a reza. Pronto, a risada saiu descontrolada, não entendia nada, afinal o que Paulo fazia lá que não parava de repetir, repetir, repetir. O amigo perguntou e Paulo disse que era assim que ele deveria manusear o soldado e não podia esquecer a ordem que o Pai ensinou, deu um sorriso meio sem graça, mas ainda ficou sem entender o motivo de tanto riso do amigo. O amigo tentou explicar que os pais falavam isso todo o tempo, mas que ele não precisava de uma ordem para poder brincar com o Boneco e afinal, Seu pai não está aqui e muito menos está no boneco! Essa idéia era realmente ótima, Paulo encontrou o esconderijo perfeito, um lugar onde o seu Pai não poderia encontrar com a sua voz mandona, o boneco.
Girando a corda uma... Duas... Três, Quatro, Cinco vezes! Agora segure a corda para que ele não saia antes, coloque no chão! Nossa, era ainda mais divertido ver o boneco se movimentando naquela velocidade. Paulo estava feliz por ver um lugar onde poderia correr sem ninguém mandar, mesmo que fosse através do boneco, o amigo também estava muito feliz, pois finalmente acabou brincando com o soldado, mesmo que fosse através de Paulo.
A velocidade não diminuía! O soldado que antes com três cordas parava de andar no meio do quarto, agora estava mais acelerado e só iria parar se quebrasse na parede. Se ele ao menos soubesse desviar da parede e se as crianças não tivessem ficado tão alegres e distraídas poderiam ter salvado: o soldado da morte, Paulo de uma surra e o amigo do desaparecimento da casa e da vida de Paulo.
E a única lembrança que Paulo tem do soldado são as suas últimas palavras “Vamos em frente!”.
Paulo... Paulo... Pauloo, Pauloo, Pauloou! Ele nunca ficou tão contente em ver um rosto praticamente desconhecido pela manhã! Então deu um salto da cama, já havia ficado lá mais tempo do que esperava, chamou o amigo para entrar e em meio a bagunça do seu quarto nem quis saber o que levou o amigo, até então desconhecido, e já foi pegando o saco de brinquedos e espalhando pelo quarto, bagunça em cima da bagunça, mas no meio do barulho o pai que até então se encontrava quieto, deu somente uma advertência: Paulo faça primeiro o que tem que fazer tome seu banho escove os dentes e vá tomar o café depois sim vá brincar! Dito e feito...
E lá estavam eles brincando no quarto, o amigo tentando se divertir com alguns carrinhos e robôs observava Paulo com o seu soldado intocável, intocável sim, pois foi a única regra que Paulo obrigou ao amigo: poderia brincar com todos os brinquedos menos com o soldado, mas sabem como são crianças, sempre acham o brinquedo proibido ou o do amigo melhor do que aqueles que elas tem. Então o amigo ficou observando Paulo que finalmente brincava com o seu boneco em um canto mexendo a boca: “gire a corda uma... Duas... Três vezes, apenas! Agora segure a corda para que ele não saia antes, coloque no chão! Preste atenção! Solte no chão e pronto!”, depois de fazer suas supostas preces ele soltava o soldado e ficava admirando o seu movimento. Encanto isso o amigo parecia afoito, não entendia o que levava um garoto a rezar antes de brincar, então foi chegando de mancinho atrás de Paulo para ouvir melhor a reza. Pronto, a risada saiu descontrolada, não entendia nada, afinal o que Paulo fazia lá que não parava de repetir, repetir, repetir. O amigo perguntou e Paulo disse que era assim que ele deveria manusear o soldado e não podia esquecer a ordem que o Pai ensinou, deu um sorriso meio sem graça, mas ainda ficou sem entender o motivo de tanto riso do amigo. O amigo tentou explicar que os pais falavam isso todo o tempo, mas que ele não precisava de uma ordem para poder brincar com o Boneco e afinal, Seu pai não está aqui e muito menos está no boneco! Essa idéia era realmente ótima, Paulo encontrou o esconderijo perfeito, um lugar onde o seu Pai não poderia encontrar com a sua voz mandona, o boneco.
Girando a corda uma... Duas... Três, Quatro, Cinco vezes! Agora segure a corda para que ele não saia antes, coloque no chão! Nossa, era ainda mais divertido ver o boneco se movimentando naquela velocidade. Paulo estava feliz por ver um lugar onde poderia correr sem ninguém mandar, mesmo que fosse através do boneco, o amigo também estava muito feliz, pois finalmente acabou brincando com o soldado, mesmo que fosse através de Paulo.
A velocidade não diminuía! O soldado que antes com três cordas parava de andar no meio do quarto, agora estava mais acelerado e só iria parar se quebrasse na parede. Se ele ao menos soubesse desviar da parede e se as crianças não tivessem ficado tão alegres e distraídas poderiam ter salvado: o soldado da morte, Paulo de uma surra e o amigo do desaparecimento da casa e da vida de Paulo.
E a única lembrança que Paulo tem do soldado são as suas últimas palavras “Vamos em frente!”.
Thursday, March 06, 2008
Continuação
1. Após os longos cantos de parabéns, enfim todos foram para casa. A frustração aumentava, Paulo sabia que estaria a sós com o seu brinquedo, mas mesmo assim ele não poderia brincar como queria. Interminável noite, a criança com os olhos atentos no seu presente, se remexia e se revirava quanta angústia! Tudo porque ele temia que quando fosse brincar com o soldado alguém acordasse. Tentou dormir, mas seus pensamentos estavam voltados para outro lugar tão turbulento que nem os sonhos ousariam acalmar. Acho que é verdade... Quando tentamos acalmar os nossos pensamentos o corpo não consegue acompanhar e se rende.
2. Logo de manhã foi acordado pelo seu até então colega. Logo de manhã, manhã bem cedo para falar a verdade, só um colega para aparecer em horário tão impertinente, mas vou adiantar para você, essa será a única impertinência desse colega na história aqui citada, contudo nem por isso ele não exerce um papel importante, talvez não tanto para receber um nome, mas mesmo assim vamos dedicar às palavras de hoje unicamente para conhecermos melhor esse garoto. Infelizmente nem toda criança é afortunada como Paulo, seu colega não tem brinquedos e isso para as crianças é um sinal de má sorte. Às vezes parece que a vida é feita dessas brincadeiras, uma coisa tão tola como simples brinquedos podem definir uma espécie de classe social para as crianças, e o pior é o resultado disso, um ciclo que o colega de Paulo entra:
1) Para andar junto com todas as crianças o amigo sempre dá a mesma desculpa, fala que vai ganhar um brinquedo super novo e muito legal, nessa fase ele andará cercado de amigos por todos os lados, ilhado na sua mentira.
2) Após as primeiras semanas alguns vão se afastando, podemos chamar esses de zombadores, preferem perder a esperança no novo possível brinquedo do menino, desacreditados eles ficam cuspindo piadas e tentam puxar o restante do grupo para dar uma última cusparada.
Apenas duas fases que já duram certo tempo! Por sorte/azar as crianças tem uma memória fraca e acabam sempre esquecendo e acabam sempre zombando, pobre.
3. É chegado o momento, agora só resta um, Paulo, de principio teria tudo para não dar certo, afinal o que um teria para oferecer para o outro? É justamente no silêncio dessa pergunta que deveria residir o verdadeiro sentido da amizade.
Ele passou no corredor, já com a cabeça baixa e apressando o seu passo para que ninguém pergunte novamente sobre o presente do pai. Do outro lado ele bebe água, pensando distraidamente na grande festa que vai dar logo mais, já chamou quase todo mundo. Ao ver quem está no bebedouro aperta o passo. Aperta o passo. Até o encontro parecer inevitável. Até o desencontro parecer impossível. Assim ele foi convidado para a festa de Paulo e assim Paulo chamou o menino para a sua festa.
Continua...
Friday, February 29, 2008
Então, há perversidade?
1. Ahh o menino Paulo, gosto de me virar para ele e observar que no início ele fazia coisas normais, corria bastante nos piques, brincava de carrinho e assistia desenhos. Ahh se fosse somente isso... Porém na grande maioria do tempo ele se prendia a sua atividade principal, aproveitar a tarde e um pouco da noite com os seus bonecos. É importante desde o começo vocês ficarem atentos ao relacionamento de Paulo com os seus Bonecos, porém não sei se ficaria confuso fazer uma breve pausa logo no inicio, mesmo assim correrei esse risco e aproveito para apresentar aqui o meu papel, que é apenas de um autor que coloca algumas palavras em ordem.
2. O primeiro Boneco de Paulo, foi um boneco que todos os garotos recebem como primeiro presente, um soldado, quando viu a surpresa de seu pai nem se surpreendeu tanto, pois toda surpresa que seu pai tentava fazer era pré-anunciada, então o garoto sabia duas semana antes do seu 8° aniversário o presente que receberia, mas olhando mais de perto ele começou a perceber algumas coisas no boneco que chamavam a sua atenção. Primeiro seu pai (mais entusiasmado com o presente do que o presenteado), começou a explicar a ordem que o filho deveria fazer para o bom funcionamento do boneco: gire a corda uma... Duas... Três vezes, apenas! Agora segure a corda para que ele não saia antes, coloque no chão! Preste atenção que não ensino outra vez! Solte no chão e pronto! E então o Boneco começou a rastejar no chão, apoiado com o seu fuzil, desfilando por toda a sala e o garoto que tinha sua atenção voltada para outro canto não parou de tirar os olhos do Boneco. Ele realmente se fascinou com o Boneco, observava atentamente todo o seu corpo, todos os movimentos, todos os sons e ordens de comando que saia do Boneco e depois que o Boneco falava “Vamos em frente!”, ele já pedia para o seu pai preparar o Boneco novamente e novamente e foi assim durante toda a noite naquele dia, parando apenas para cantarem parabéns.
Continua...
O Bom Filho a Casa Retorna
Após um longo período sem postar nada de novo, venho informar que estou de volta de novo com algo novo! Não vou me prolongar nesse tópico, pois a preguiça não deixa eu continuar aqui, pronto já expliquei o motivo da minha ausência... Preguiça! Espero que me desculpem aqueles que pensavam que eu estava em alguma aventura, mas a única aventura que enfrentei durante esse tempo, sem computador, foi encarar crianças de 12 anos em uma fila na lan house. Agora depois de uma renovação voltei, com muita coisa de diferente, pois nesse meio-tempo li bastante e aprendi bastante, não só sobre MU ou Naruto, sobre muita coisa. Espero que gostem das mudanças nos meus textos.
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